4.5.09

Penso um monte de merda,
escrevo o caralho
e faço o diabo.

Mas a verdade é que eu te amo.
cento e uma postagens
e a gente se sentindo uma merda
por saber que você só queria usar o banheiro
Eu vou embora,
mas não sem antes te dar o meu amor.
O brilho que faz tanta falta nos teus olhos
já falha em me lembrar
da festa que era o nosso colchão.
Quando você se faz falta,
sinto que tudo que construí nesses três anos não passa
de escombros velhos de uma cidade que nunca existiu.

Mas depois que a poeira cansar,
e meus olhos lavarem toda essa sujeira
eu vou me reconstruir
pra conquistar esse escudo de veludo,
essa in-dependência que você usa
que nos separa e para.

31.3.09

Toda noite, sem vergonha
papai penumbra no quarto,
vem brincar; e eu sou a cabra
cega o gato: miado de medo de bicho
papai-papão, velho do saco
péga e me péga
en-rogando pijama, beijo, cafu-né
safado, que eu te gozava o escuro
tremendo sem jeito
de grito no choro
rezando socorro
de não acordar.

26.2.09

O Vento


Mais uma vez,
a despeito da luta,
de todo sangue derramado,
do choro de mil mulheres ofertado,
a despeito do amor
o vento voltou pra te levar enfim.

8.2.09

O ciclo chega ao fim,
deixando a morte como escolha inevitável:
o ser se redime da vida.

Com chuva se limpa o que vai,
com choro se livra de quem foi,
ao sol se apresenta a nova pele.

Já não é o mesmo.
Já não se lembra...
e só há o futuro
icógnito dentro dele.